Segundo uma antiga tradição existe uma presença viva e eficaz do metafísico no físico. Os reis do Egito eram considerados a encarnação divina; os reis na China, o rei no Japão e, até bem pouco tempo, os reis europeus eram, praticamente, a presença de Deus na Terra.
E de onde vem essa tradição? Existe na tradição primordial (e não vou justificar se é ou não verdadeira) da existência em um mundo muito antigo, há milhões de anos atrás, da presença de homens perfeitos, que vagavam entre os hebreus, ensinando-lhes as regras fundamentais da agricultura, da escrita e do comportamento.
Em diversas civilizações (na Índia, em Roma, na China, no Egito, na América do Norte, em narrativas bíblicas, etc) existe a tradição de que a realeza está ligada, exatamente, a essa presença do divino na Terra. Todos os símbolos do rei, sua coroa, seu bastão, caracterizam isso.
Alguns reis eram, inclusive, invisíveis ao povo. Os reis da China, os reis do Japão primitivo não eram vistos; eram colocados numa câmara fechada por cortinas de seda e lá ficavam. Bastava a sua presença mágica.
O Dalai Lama tinha, até bem pouco tempo, essa conotação de ser um Deus vivo. Todo processo reencarnatório do Dalai Lama, que é um líder espiritual para milhões de criaturas, na Ásia Central, dá-se através de um processo de reconhecimento de qualidades do Dalai Lama anterior. Portanto, o Dalai Lama incorpora um princípio divino. É a presença divina da Avaloquitesvara, ou seja, o aspecto de compaixão de Buda.
Da mesma maneira, a localização do rei, o seu castelo, a colocação do castelo no alto das montanhas, tinha a característica de defesa, mas, ao mesmo tempo, a característica da predominância de alguma coisa que estava acima dos pobres mortais. O camponês levantava os olhos e via à distância, o castelo do seu rei e, em torno do castelo, se construíam muralhas, que protegiam aqueles que eram o rebanho do rei, contra hostes inimigas.
Vemos, então, nesses símbolos, toda a presença viva e eficaz do metafísico no físico. Alguns reis tinham a característica do dom curativo; na Inglaterra, em época relativamente recente, eles tinham a capacidade de curar certas moléstias, pela imposição das mãos.
O mesmo encontramos, também, na função do Pontífice, do Hierofante.

A palavra Pontífice era usada, na Roma antiga, para o grande sacerdote e essa palavra foi incorporada, na tradição cristã, ao Papa, o Pontífice. O que significa Pontífex? Pontífex significa construtor de pontes, de caminhos, de vias entre o natural e o supranatural. É esse o significado da presença do Pontífice no mundo, é ele que proporciona ao homem mortal, ao homem que ainda não despertou para a consciência do imortal que existe nele, o contato com o suprafísico: um Pontífex. E vamos encontrar a figura do Pontifex e do rei em inúmeros manuscritos alquímicos. Todos eles se identificam com a natureza, a divindade real ou a realeza sacerdotal.
Os verdadeiros reis encarnavam essa vida além da vida.
Vamos encontrá-los, por exemplo, nas concepções indo-arianas, naquele conjunto de povos que nasceram dos antigos grupos dos arianos que, em torrentes sucessivas, emigravam para a Índia, para a Pérsia antiga, para o Médio Oriente, para a Grécia. Vamos encontrar, em todos esses locais, a noção do rei como divindade em forma humana.
Vamos encontrar o rei egípcio como manifestação de Rá ou Hórus, Ísis, Hórus. Hórus é o filho; é Osiris manifestado. Horus é manifestado no faraó.
Vamos encontrar, nos reis assírios, a personificação de Baal; nos reis iranianos, a luz de Auramazda; nos reis germanos, a corporificação de Odin.
O rei, portanto, é o ser sagrado, é o Apex, é o cume. Ele está, portanto, associado ao símbolo solar, da mesma maneira como o Sol domina hierarquicamente uma série de planetas e os mantém unidos em suas órbitas e impede choques: a figura do rei é exatamente essa. Junto ao rei está essencialmente, assim com está para o Sol, o símbolo da glória. O rei é glorioso, como o Sol é luminoso. Ele é glorioso porque representa a divindade.
Este é o sentido da monarquia mais tradicional. O rei é vitória. O rei é virtude. É ele quem julga. É ele quem diz a última palavra. O rei é sabedoria. O rei é estabilidade. O rei é Unidade.
Que o nosso Soberano governe cheio de glória!
Que assim seja!

Deve ser aquele que não pode ser corrupto, deve ser muito bem escolhido, deve ter muito conhecimento, ser virtuoso, ser sábio, ser amoroso, ser misericordioso, a princípio não pode erar. Aos outros a misericórdia a ele os rigores da lei, se não vamos voltar aos tempos de NERO imperador louco de Roma.
Abri o Evangelho Segundo o Espiritismo e encontrei, logo no início, um tema que servirá para a exposição que farei na quarta-feira, à noite, 11/01/2012, em uma casa espírita. O tema a que me refiro tem muito a ver com o que está exposto aqui, neste Blog. A Realeza de Jesus é algo que transcende a nossa imaginação pelo exemplo que legou a posteridade, mostrando, sobretudo, que existe uma hierarquia, uma divindade, uma voz que nos encanta e acalenta a alma. Tudo isto é para dizer que adorei este site. Pretendo voltar mais vezes. Que Deus seja conosco, hoje e sempre.
eu so consigo acreditar no Regedor se existir realmente a reencarnaçao,desculpe pela crença alheia,mas muitas coisas nas religioes nao batem.eu creio que o Regedor ainda nao criou o universo,mas ainda o esta fazendo com a evoluçao de todas as coisas,so assim se consegue explicar muitas coisas erradas no mundo, fato: o imperfeito ainda nao e criaçao,so um esboço,e eu acho que nenhum ser humano fica pronto apenas em uma vida de 1,2,7,16 ou 100 anos,e acho quando a criaçao estiver pronta,vamos ter que ter um REI eterno,como o citado perfeito e iluminado de sabedoria e bondade,justiça etc..