Ordem Illuminati

S i t e O f i c i a l

Labirintos: A Busca de Deus

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“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição,

e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho

que leva para a vida, e quão poucos são os que a encontram! (Mateus, 7: 13-14).

A história do labirinto é bastante diversa e estende-se por uma variedade de culturas. A forma do labirinto tem sido de interesse fundamental para ordens religiosas e iniciáticas em todos os tempos, devido ao seu simbolismo e natureza meditativa e em um contexto contemporâneo, continua a adotar uma conotação psicológica. Conhecido a milhares de anos como um símbolo com uma entrada e um centro, com infinitos trajetos, ele é considerado um caminho espiritual, psicológico, de auto conhecimento ou de conexão com o eu superior.

O labirinto é um motivo “que fez a sua primeira aparição em petróglifos europeus do séc. II a. C. e daí se espalhou aparentemente para oriente, através do Cáucaso e da Índia até à Indonésia e, sob formas decaídas [da sua representação gráfica], ainda mais longe, até à Nova Guiné, à Melanésia e até mesmo à Polinésia, voltando a ocorrer de novo, na sua forma verdadeira e própria, entre os índios modernos do Sudoeste dos Estados Unidos e do Novo México, como também, em pelo menos, uma tribo moderna de índios da América do Sul – os Caduveo de Mato Grosso, no Brasil” (C. Schuster).

Esta inserido, portanto, em pedras da antiguidade, azulejos romanos, roupas gregas, indianas, indígenas, sul africanas, egípcias, amuletos da idade media e em símbolos religiosos e místicos. Esta presente em igrejas e nas famosas catedrais como Chartres na França e em diversos templos no extremo oriente.

Mitologia

“Posêidon, deus grego do mar, enviou a Minos, rei da ilha de Creta, um touro branco para ser sacrificado em sua honra. Minos, porém, guardou-o para si. Posêidon despertou então na rainha Pasífae uma paixão pelo animal. Da união de ambos, nasceu o Minotauro, metade touro, metade homem. A besta foi levada a um labirinto construído por Dédalos na cidade de Cnossos, em Creta. A cada nove anos, Minos exigia que fossem enviados sete rapazes e sete virgens para serem sacrificados pelo Minotauro. Até o herói Teseu se oferecer como voluntário, penetrar no labirinto e matar o animal e fugir com Ariadne, filha de Minos e Pasífae” (Mitologia grega).

Ciência

“Sinuosos e bem planejados, esses caminhos que seguem até o deserto tinham funções triviais, mas eles são bem diferentes das linhas retas e formas geométricas que parecem mais propensos a ter um propósito espiritual e de ritual”… “Também sugerimos que a importância real de alguns desses desenhos do deserto é a sua criação, em vez de qualquer uso físico subsequente”
(Nicholas Saunders, universidade de Bristol, sobre as quilométricas linhas de Nazca).

Psicologia

“O labirinto é um símbolo importante no contexto da moderna psicologia, particularmente a psicologia analítica que se interessa pelos símbolos arquetípicos. A busca através do labirinto torna-se a busca do próprio Ser. É uma representação do indivíduo, do seu centro espiritual e da emanação cada vez mais intensa desse centro em direção ao exterior. Mas o labirinto conduz também ao interior de si mesmo, na direção de um santuário interior escondido, no qual se encontra o aspecto mais misterioso da pessoa humana.”
(A mandala e o equilíbrio nos 4 níveis de existência).

Na tradição cristã e pagã

“Representado no chão de muitas igrejas medievais, o labirinto era uma simbologia da peregrinação cristã à Terra Santa e também um símbolo das confrarias iniciáticas de pedreiros. Tanto na tradição cristã como pagã, o labirinto simbolizava também o mundo subterrâneo, o lugar dos mortos ou o inferno. Um outro significado inerente era o de defesa e proteção de um tesouro material ou espiritual, como uma fortaleza, que só era possível ser encontrado por alguns eleitos ou iniciados, correspondendo o percurso a uma espécie de prova que era necessário ultrapassar com êxito. O labirinto de Dédalo e Ícaro representa o trabalho intelectual e o engenho mecânico do aprendiz que tanto pode ser dominado pela ambição desmedida como o trabalho perseverante e humilde em prol de um objetivo a atingir”. (infopedia.pt).

Etimologia

A palavra labirinto pode ter varias origens, sendo três as mais conhecidas:

-Grega: deriva de labrys, o “machado duplo” sagrado de Creta, usado no ritual sagrado de morte do touro, e significa “Casa do Machado Duplo”.

-Egípcia: deriva de “lapi ro hunt”, significando “templo à entrada do lago” e faz referência a um imponente labirinto situado no sul do Cairo, próximo ao Lago Moeris (atual Birqkat Qarun).

-Europeia: Isidoro de Sevilla, na Idade Média, fala dos labirintos nas catedrais, e o deriva de “labor” (trabalho) e “Intus” (interior ou lugar fechado). O lugar interior (prisão, matéria, casulo) que devemos “trabalhar” para sair.

O labirinto mais famoso e mundialmente conhecido é o do Minotauro, situado na Ilha de Creta. E conta-se que debaixo do palácio do rei, havia um recinto conhecido como Laberinto. Outros labirintos famosos são o Labirinto Egípcio do Lago Moeris, o Labirinto da Ilha de Lemnos, o Labirinto da tumba de Pórsena, o Labirinto da Ilha do Sol, entre outros, que parecem somente adornos mas assombram por suas complicadas arquiteturas e mistérios.

Na literatura

O autor de O Labirinto do Espírito, Jim Buchanan, fala sobre as diferenças entre labirintos e labirintos: “um labirinto”: “esconde suas curvas secretas e becos sem saída, e emprega vários caminhos”, enquanto um labirinto “tem um caminho que leva você para o centro e, em seguida, para lá de novo”. Buchanan cita historiadores credíveis para sustentar sua tese. Uma dessas fontes, Patrick Conty, sugere que o labirinto é uma metáfora para a conexão mente / corpo: “À medida que a nossa capacidade de dissecar, explorar e “conhecer” o funcionamento do nosso corpo aumenta”, diz Buchanan, “ainda não estamos mais perto de acessar a alma e o espírito”, porque “com uma imagem há mais oportunidades para desenvolver o iconografia mitológica”. Buchanan ainda acredita que a forma labiríntica pode fornecer uma janela para o que é tangível e real, mas praticamente inacessível às nossas mentes. E cita Conty: “O sentido último do mito não é da mesma natureza que a lógica não conceitual concreta com o qual é construído”. Em termos lacanianos* isso se traduz como o Real Imaginário contra o Simbólico Real. (*Jaques Lacan: “o real é o impossível”).

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Labirintos e interpretações

-Labirintos protegem tesouros como o lendário tesouro do rei Salomão e das tumbas egípcias.

-Nos espirituais, o caminho do labirinto é a vitória do espírito sobre a matéria.

-Para os reencarnacionistas, as diversas vidas e provas para chegar a perfeição do espírito.

-Nos peregrinos cristãos representava as dificuldades para chegar a cidade sagrada de Jerusalém.

-Para os religiosos místicos, o caminho da Salvação.

-Para os esotéricos, o caminho para a chegada até Jerusalém celestial ou ao Éden.

-Alquimistas o consideram o trabalho para encontrar a Pedra Filosofal.

-Nos cabalistas é o percurso do conhecimento, para a Grande Obra. O caminho de Salomão.

-Nos maçons, o processo de lapidação da pedra bruta.

-Na literatura labiríntica, uma obra com trama complexa ou narrativa por caminhos não lineares.

-Na astrologia e numerologia, ciclos diversos.

-Neo platônicos o significam como um estado de perdição, a perda do Espírito na Criação ou na Queda e a necessidade de descobrir o centro para retornar ao Espírito.

-Artistas como Leonardo da Vinci o pintaram como ‘o caminho sem fim’, representando a renovação ciclica, infinita e atemporal.

O Centro do labirinto – núcleo ou omphalos

Representa o final da jornada ou início de trabalho. O centro do labirinto pode representar a realização da Grande Obra, o Céu, a Salvação, o Êxito pleno e final, a Reconquista do paraíso perdido pela queda adâmica, a volta ao mundo espiritual depois da morte física. E no sentido de inicio, começo do trabalho, geração, nascimento.

Conclusão

A consciência passa por diversos ciclos sempre amparada pela Luz. Cada um é construtor do seu caminho e missão, tal se faz por pensamentos e ações, pleno de poderes de criar, manter e destruir, em seu próprio tempo e espaço.

Procure a verdade. A verdade libertará. Eis que esse homem livre será:

“A mudança que quer ver no mundo”.

Texto de “O Caminho da Nova Ordem” in Ordem Illuminati. Todos os direitos reservados.